segunda-feira, 23 de novembro de 2015

VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?

Apesar das questões genéticas serem umas das causas da obesidade infantil, alguns estudiosos do campo da Psicossomática refletem sobre o papel do estresse pré-natal no aumento do risco de obesidade na infância.

"A gente não quer só comer. A gente quer prazer pra aliviar a dor.." (Titãs)

      A prevalência da obesidade infantil vem sendo considerada uma epidemia mundial, sendo um grave problema de saúde pública de origem multifatorial, mas com uma forte associação ao estilo de vida e hábitos comportamentais promovidos por uma cultura de consumo exacerbado, alimentação fast-food e sedentarismo.
        Segundo dados da Organização Mundial da Saúde(OMS), estima-se que cerca de 42 milhões de crianças abaixo dos cinco anos de idade estão obesas no mundo. No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 30% das crianças estão acima do peso e 15% já são consideradas obesas.
        Para a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a mudança de comportamento é uma das formas mais importantes para a construção de uma saúde melhor, reduzindo doenças, incapacidades e morte prematura ao longa da vida. As estratégias preventivas baseadas na modificação do estilo de vida, através de intervenções psicossociais, cientificamente embasadas, podem controlar a expansão das doenças crônico-degenerativas, das doenças relacionadas ao estilo de vida e á saude mental, lesões e violência. Ainda segundo a OPAS, o desenvolvimento infantil é um momento critico para as intervenções educacionais e de saúde. 
        De acordo com o grupo de trabalho para os fatores psicológicos afetando condições médicas da Associação Americana de Psiquiatria, o problema mente-corpo ainda é uma questão mais desafiantes para as ciências comportamentais e da saúde. embasadas em um ultrapassado modelo dualista. É primordial o desenvolvimento de um modelo biopsicossocial e salutogênico, que possa abarcar uma visão de saúde integrativa e mais humanizada.

A prevalência da obesidade infantil vem sendo considerada uma epidemia mundial, sendo um grave problema de saúde pública.

         Apesar das questões genéticas serem umas das causas da obesidade infantil, alguns estudiosos do campo da psicossomática refletem sobre o papel do estresse pré-natal no aumento do risco da obesidade na infância. 

Importante ressaltar que os sintomas do estresse infantil podem ser diferentes dos observados em adolescentes e adultos.

        " Você tem fome do quê?..." é uma das formas de refletir sobre quais necessidades reais estão deficitárias no ambiente fisico e emocional em que se desenvolvem as crianças, podendo gerar um comportamento alimentar inadequado, com o aumento do risco de sobrepeso e obesidade infantil.
           Enquanto o impacto psicológico na obesidade infantil vem sendo objeto de estudo das ciências médicas e do comportamento humano, é fundamental refletir sobre a constatação crescente do aumento da obesidade nas crianças. O alimento que deveria nutrir e capacitar a criança para uma vida plena e saudável acaba adoecendo o corpo, a mente e as emoções. O perigo de associarmos brinquedos e heróis ás marcas de fast-food é iludir as crianças, que consomem mais do que alimentos, mas mas valores culturais questionáveis e incertos. Talvez o sucesso dos alimentos exageradamente intensos no sabor seja apenas uma substituição comportamental de segunda linha, para a falta de tempo e dedicação afetiva dos pais cansados pelas longas jornadas de trabalho, cronicamente estressados, e também vítimas de uma sociedade que alimenta frustrações e expectativas ilusórias.
         
           No futuro, talvez os pais devam perguntar:
           - Filho, você tem fome de quê?



Fonte: Revista Psique - (Armando Ribeiro das Neves Neto)

Psicóloga Rafaela A. Pedot


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Palestra sobre meios de comunicação na atualidade



Na tarde do dia 27/10/2015 ministramos uma palestra na escola Érico Veríssimo, no município de Carazinho, neste encontro foi abordado o assunto da mídia, seus meios de comunicação e o cuidado que crianças e adolescentes devem ter com a exposição nestes meios de comunicação. Agradecemos a oportunidade e o aprendizado junto à escola!

Psicólogas Rafaela A. Pedot e Tais Helena Kayser


terça-feira, 3 de novembro de 2015

OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A SOCIEDADE

Hoje a influência que a mídia exerce sobre a vida do ser humano é abrangente. Os meios de comunicação tem a função de transmitir informações através da televisão, rádio, informática, aparelhos celulares entre outros. É Importante refletir que é necessário está troca de informações e conhecimento através das redes de comunicação, mas será que estamos perdendo o convívio social? Nota-se que que o ser humano está deixando de lado este convívio para viver em torno dos meios de comunicação, precisam estar online, atualizando informações em instagram, facebook entre outras redes de acesso a comunicação.
Em que mundo estamos que as pessoas necessitam fazer check in a todo momento?  Muitas pessoas não tem mais vida particular, desnudam a alma online. É importante haver o discernimento que assim como a internet nos trás coisas boas, uma delas a mais importante a informação, porém trás uma série de influências negativas.
A atual agora é o envio de fotos em momentos de intimidade, principalmente enviadas entre grupos de whatsapp e essas postagens se repassam de uma forma rápida como uma  epidemia. Esse assunto foi pautado em uma palestra em uma escola na cidade de Carazinho, onde abordamos e falamos à respeito dos meios de comunicação e seus malefícios. É  importante que os pais tenham total atenção para seus filhos que possuem de meios de comunicação como celular, whatsapp e facebook, crianças e adolescentes não tem discernimento para administrar suas vidas virtuais sozinhas. Algumas das consequências psicológicas que podem passar por uma pessoa que sofre por esta exposição são inúmeras, entre elas a depressão, isolamento (falta a escola, ao trabalho, se afasta da vida social), baixa autoestima, ansiedade, entre outros... E você gostaria que sua intimidade fosse exposta?
Então pense no outro também, não exponha seu colega, amigo ou até um desconhecido. Se receber alguma mensagem, apague, não dissipe isso. Publicar fotos que não são suas é crime (Lei 12.737/12).
Que sempre tenhamos um olhar crítico para estas situações que estão “na moda”, para termos a chance de nos tornarmos sujeitos da própria história, ou seja não ir atrás de estereótipos de beleza. É importante que cada um de nós tenha sua própria essência, seu próprio eu.
O vídeo a seguir complementa um pouco mais desse assunto sobre a influência da mídia na sociedade. Vídeo retirado de https://www.youtube.com/user/filosofiaeahumanidad




Psicólogas Rafaela A. Pedot e Taís Helena Kayser

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A IMPORTÂNCIA DO PSICÓLOGO NO TRATAMENTO DE CÂNCER

         


      Ter alguém que possa ouvir os sentimentos e as percepções, o choque frente ao diagnóstico do câncer, auxiliar no enfrentamento da doença é de extrema importância, no momento em que mais se precisa.  Muitas vezes os pacientes não encontram respostas, surgem muitas dúvidas, muitas questões acerca da mudança de rotina que terão, será um mundo novo e desconhecido pelos mesmos.
       Após o diagnóstico de câncer, surge os mais diferentes sentimentos, como tristeza, raiva, angústia, ansiedade, e pensamentos como medo do que seus familiares podem pensar. As mudanças dos planos de vida e de emprego, a ansiedade do futuro com diversas incertezas. Portanto, o sujeito necessita de um bom profissional para esclarecer dúvidas á respeito da doença. desatar seus nós, ter um acompanhamento psicológico, onde possa falar de suas dores, sofrimentos e angústias, fazendo toda a diferença ao se deparar com esta doença.
        O câncer, hoje, não é mais considerado um tabu, está deixando pra trás seu estigma de associação com a morte. É importante que as pessoas tenham conhecimento sobre seu tipo de câncer, sobre os tipos de tratamentos, e sobre a importância da psicologia no tratamento do mesmo, e que para tanto, existem novas formas de trabalhar o enfrentamento da doença oncológica. Os sentimentos dos pacientes necessitam de muita atenção, devido a dor psíquica que muitas vezes um diagnóstico de câncer e o tratamento causa.
          O diagnóstico traz sofrimento á família do paciente, diversos sentimentos, inicialmente são despertados tanto no paciente, quanto na família. É muito dolorido para os mesmos, acompanhar todo o sofrimento do paciente e as fases de tratamento da doença. Mas é muito importante este apoio, e principalmente o acompanhamento de um profissional da psicologia.

Psicóloga Rafaela A. Pedot 

terça-feira, 20 de outubro de 2015


Vídeo: Drogas e Cidadania: Conselho Federal de Psicologia

- A internação compulsória não é a melhor saída para usuários de drogas, pois isola este da sociedade, e as chances de cura são poucas, pois o isolamento dificulta a melhora destes usuários;

- Devemos tratar a causa e não só o sintoma. Ficar atentos aos motivos que levaram este usuário a fazer uso de drogas ou álcool;

- Portanto este precisa de uma rede de ajuda, de apoio familiar e psicológico;

- O usuário precisa estar ciente que vai partir dele a iniciativa maior de cessar o uso;

- Estratégia do Sistema Único de Saúde: 

Tratamento aberto: O paciente é consciente do seu estado, contando com uma rede de apoio e de convívio com a comunidade.


Psicóloga Taís Helena Kayser 



sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Mercado de Trabalho exigente, e a saúde mental

      


     Com o mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo, o homem necessita se aprimorar e entrar nesse contexto, em busca do aperfeiçoamento. Caso contrário ficará para trás e outras pessoas preencherão seu cargo. Mas não é só necessário ter um bom currículo, precisamos nos adaptar a sociedade com o que ela vai querer de nós. E para entrar no mundo do trabalho, é necessário moldar as características pessoais de cada sujeito, para melhor se adaptar. Portanto salientamos que em um mercado de trabalho cada vez mais concorrente, o mais importante é o "currículo" e o que o sujeito passa para o entrevistador. O diferencial que o sujeito tem para colocar dentro da empresa, mas, contudo contando com suas atitudes e características. O mercado de trabalho, não vai selecionar qualquer pessoa interessada em um emprego, mas sim, aquelas que estão verdadeiramente aptos para o cargo. Devido a isso a importância de se aprimorar.
       Cabe pensar e analisar, pois com todas as exigências da sociedade, o estilo de vida acaba mudando. Para ser um "bom profissional", muitas pessoas trocam o lazer, por horas extras de estudo e trabalho prejudicando a saúde física e mental. Também há uma cultura do consumismo, uma "sociedade do descarte", onde alguns valores são abandonados, tudo gira em torno do trabalho. O sujeito perde sua identidade, pois tenta se adequar no que a sociedade capitalista impõe. Se torna prisioneiro deste sistema. 
           Com tanta "fome" pelo capital, o homem acaba, vivendo em torno desse ciclo, trabalhar para consumir, comprar, para se adaptar ao padrão da sociedade. Devido a isso, vem as consequências, o estresse, a perda de identidade, as doenças psicossomáticas, a depressão entre tantas outras. 
             É importante avaliar e repensar o estilo de vida. A procura de remédios vem crescendo para para amenizar problemas internos, sendo decorrentes do trabalho excessivo. Tente descansar no mínimo no final de semana, ter um tempo livre para fazer o que lhe dá prazer, conviver com pessoas, praticar atividades físicas, entre outras atividades que possam contribuir para o seu bem estar. Pode ser muito eficiente para a saúde física e psíquica. 

Psicólogas Rafaela A. Pedot e Taís Helena Kayser

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

DEPRESSÃO NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA E A DIFICULDADE NA APRENDIZAGEM

Compreende-se a depressão como uma doença que pode vir a prejudicar todo o desenvolvimento social, cognitivo e afetivo do sujeito e que pode ser contornada por meio de tratamento já na infância. Basta para isso, diagnosticar de forma correta e dar o devido encaminhamento, caso contrário, observa-se que o rendimento escolar e social pode ser afetado. Este assunto vem chamando a atenção de profissionais, pois pode iniciar na infância e adolescência, podendo evoluir para a vida adulta. Por estar em desenvolvimento, a criança e/ou o adolescente não têm capacidade para compreender o que lhes acontece internamente. Ocorrem ainda, grandes dificuldades no que se refere ao diagnóstico, pois o quadro traz a presença de comorbidades e os sintomas manifestam-se muitas vezes de forma mascarada, sendo mais freqüentes os seguintes: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDH), baixa auto-estima, tristeza, medo, distúrbios do sono e baixo rendimento escolar. A depressão em crianças é mais difícil de ser diagnosticada, pois seus sintomas não são facilmente percebidos por pais e familiares e os mesmos podem ser confundidos com mal criação, mau humor, tristeza, pirraça e agressividade. O que diferencia a depressão, é a intensidade, a persistência e as mudanças em hábitos normais das atividades da criança. Por isso a escola e os pais necessitam ficar atentos aos sinais, e procurar ajuda profissional se for necessário.

Psicóloga Taís Helena Kayser